A cada momento uma dieta nova, um jeito novo de se eliminar os quilinhos extras aparece, mas elas realmente funcionam?
Primeiro, as únicas dietas que tem comprovação científica de que fazem bem à saúde são: uma dieta equilibrada, aquela que os brasileiros tinham a não muito tempo atrás, composta de arroz, feijão, carne, salada e frutas; a dieta mediterrânea, onde se consome muito peixe e azeite e a dieta vegetariana, desde que composta de alimentos frescos, e também equilibrada.
Então, qual escolher? Escolha a que você se sente bem consumindo, a que é possível que você consuma. Para nós, uma dieta rica em azeite não é tão fácil, afinal o azeite por aqui não é tão barato quanto para as bandas de lá (Grécia, Espanha, Portugal...). Também não é todo mundo que vai conseguir ficar sem comer carne, é parte do nosso dia-a-dia um churrasco, um bom PF com um bife, enfim... Então porque não vamos pegando o que é possível e o que cada uma tem de bom? Aumentemos o consumo de peixes, reduzindo as vezes na semana que comemos carne vermelha e diminuindo o tamanho do bife! Aumentemos o consumo de vegetais, frutas, verduras, legumes... Temperemos nossas saladas com azeite de preferência o de rótulo verde, os extra virgem e lembre-se de olhar a acidez, quanto menor, melhor! Mas vamos com calma, mude uma coisa de cada vez... que tal começar comendo mais peixe?
Mas você vai me dizer: mas por que você está falando que as outras dietas não são boas, se elas emagrecem?
Sim, elas emagrecem, mas quantas pessoas você conhece que fizeram essas dietas diferentes e mantiveram o peso que perderam? Você já se perguntou porquê? São vários os porquês:
- a pessoa não consegue seguir a dieta por muito tempo e quando volta a comer o que é do seu hábito volta a engordar. Por isso recomendo que você vá mudando de hábitos, e como mudar hábitos não é fácil mude um de cada vez, por exemplo, inclua uma fruta a mais no seu dia. Faça isso por um tempo, quando já estiver habituada a comê-la mude alguma outra coisa. Por exemplo, troque o leite integral pelo semidesnatado.
- nessas dietas geralmente um dos grupos de alimentos é eliminado e, portanto, algum nutriente ficará em quantidade menor do que a necessária. Isso por um curto espaço de tempo não tem problema, mas com tempo uma das coisas que acontece é que a pessoas pára de emagrecer, porque ela precisa de nutrientes para ter enzimas, hormônios, proteínas que participam do metabolismo que gera a perda de peso, até doenças podem aparecer...
- o que mais se perde é água, principalmente as que tem redução do consumo de carboidratos. O que acontece é que uma parte do nosso estoque de carboidratos, para uso nas tarefas cotidianas, está na forma de glicogênio e cada molécula de glicogênio fica ligado à moléculas de água, se você não consome carboidratos não tem glicogênio e portanto tem menos água no corpo. Porém, sem glicogênio seu corpo precisa ligar outras vias bioquímicas para obter energia e a segunda mais rápida é a que usa proteína como fonte de energia, as proteína também estão ligadas à água, e lá se foi mais água embora, junto com proteínas, o que sobrou e que vai ser queimado por último? GORDURA! Ou seja, a pessoa está mais leve porque perdeu água (a cada 1g de glicogênio 3g de água e a cada 1g de proteína, 2g de água), mas está mais gordo, se formos fazer suas proporções de composição corporal... E aí, o que acontece? A pessoa volta a comer normalmente, afinal ninguém agüenta ficar muito tempo sem comer um pão, um macarrão... isso quando a pessoa não fica morrendo de vontade de comer um doce e aí quando resolve comer exagera. O estoque de glicogênio é refeito e junto com ele a água que havia sido perdida, assim como as perdidas com as proteínas...
Enfim, temos que nos esforçar para ter uma alimentação que nos deixe saudáveis, que nos forneça tudo o que precisamos. Sem pressa, com um passo de cada vez, nós alcançamos o que pretendemos.
LMQ

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