Resultado de estudo, publicado em Novembro de 2006, no periódico Hypertension, sugere que uma pequena redução no consumo de sal abaixa a pressão sanguínea em crianças, podendo colaborar com a redução da taxa de doenças cardiovasculares na fase adulta.
“A pressão sanguínea elevada é a maior causa de doenças cardiovasculares, 62% dos infartos e 49% das doenças coronária,” dizem os Drs. Feng J. He e Graham A. MacGregor, da Universidade St. George de Londres.
“Uma análise sistemática da saúde da população mostra que a pressão alta é a maior causa de morte no mundo e o segundo maior problema de doenças em crianças com baixo peso”.
Em experimento realizado com testes controlados, os pesquisadores examinaram o efeito da redução de sal na dieta de jovens com idade abaixo de 18 anos, reduzindo o consumo de sal por 2 semanas. Um modelo foi usado para calcular o efeito da redução.
Dez grupos de crianças e adolescentes foram incluidos na análise. Os 966 indivíduos tinham em média 13 anos e reduziram o consumo de sal por 4 semanas. A média de redução de sal foi de 42%. lsso causou uma redução significante tanto na pressão sistólica (-1.17mmHg) quanto na diastólica (-1.29 mmHg).
Além disso incluiu-se na análise 3 grupos com 551 crianças, que reduziram sal por 20 semanas. O consumo de sal reduziu-se em média 54%. A pressão sistólica reduziu-se significantemente (-2,47mmHg).
“Uma pequena redução na ingestão de sal causou uma queda imediata na pressão arterial em crianças e, se continuada, pode reduzir o aumento da pressão arterial que acontece concomitante à idade. Além de prevenir o desenvolvimento de hipertensão, reduz as doenças cardiovasculares.”
A alimentação de crianças composta por salgadinhos, comidas enlatadas e industrializadas em geral, apresenta grande quantidade de sal. Há, então, a necessidade de se controlar a ingestão de sal a partir da infância, para a prevenção de hipertensão e doenças coronarianas. Assim, é preciso que a indústria alimentícia, também cumpra seu papel, reduzindo a utilização de sal em seus produtos, e que os pais controlem a alimentação dos filhos.
Artigo da Reuters Health, 09/11/2006 sobre editorial da revista Hypertension 2006;48:861-869.
LMQ

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