26 de abril de 2010

Amaranto

    É uma planta proveniente do México e América Central. Hoje também é cultivado nos Andes, Ásia, Europa e África. Tanto suas folhas quanto seus grãos são utilizados, porém o segundo é mais comum.
    Os grãos de Amaranto são compostos de 15% de proteínas, 60% de amido e 23% de lipidios. Esse conteúdo de proteínas é bastante significativo, além disso apresenta alto conteúdo de lisina, um amino ácido essencial, ou seja, que nosso corpo precisa, mas não produz, e que não é encontrado em cereais, apenas em pseudocereais tais como a quinoa.
    Também apresenta valores de cálcio significativos, porém ainda não se sabe sobre a quabtidade que é absorvida por nosso organismo.
    Pessoas com tendência à formação de cálculos renais (pedras nos rins) deve evitar o amaranto devido à presença de grande quantidade de oxalatos, ainda não há estudos sobre os modos de preparo e redução da concentração de oxalatos.
    Também apresenta conteúdo de potássio, ferro e magnésio.
    Apresenta algumas substâncias antioxidantes, tornando-o um alimento protetor contra o câncer, infecções e outras doenças degenerativas. É antiipertensivo, antiinflamatório e anorexigêno (reduz a fome).
Por ter bastantes fibras é uma alimento que ajuda no controle do colesterol e da glicemia, ou seja, do açúcar no sangue.
    Apresenta alguns fatores antinutricionais, que prejudicam a absorção de alguns nutrientes, porém após tratamento térmico, tais como cozimento e pausterização, esses fatores tornam-se reduzidos.
    É um alimento muito rico e principalmente importante para pessoas que não consomem carnes e proteías animais.

Escudero, NL et al. Comparison of the chemical composition and nutritional value of Amaranthus cruentus flours and its protein concentrate. Plant Foods of Health Nutr. 2004. 59:15-21

Gelinas, B, Seguin, P. Oxalate in grain amaranth. J Agric Food Chem. 2007. 55:4789-94

Silva-Sánchez, C. et al. Bioactive peptides in amaranth (Amaranthus hypochondriacus) seed. J Agric Food Chem, 2008. 56:1233-40

19 de abril de 2010

Horta Hidroponica na Janela

A idéia é boa, para ter vegetais sempre fresquinhos!!
Ainda não testei, mas achei a idéia muito boa.
Quem tentar diga como foi a experiência.

http://our.windowfarms.org/tag/officialhow-tos/

8 de abril de 2010

Quinoa ou Quinua

 

É uma planta de origem andina, cresce entre 2.500 a 4.000m de altitude. Fica madura em 5 a 6 meses, produzindo sementes brancas e rosas. É classificado como um pseudocereal.


Sua composição proteíca é mais balanceada do que a de outros cereais pois possui lisina, uma aminoácido essencial , que não é encontrado em cereais, apenas em leguminosas. Dessa maneira não é necessário consumir feijões para obter todos os aminoácidos essenciais.

É rica em potássio, magnésio, ferro (2,6mg/100g) e cálcio (86mg/100g). Apresenta 9,5% de fibras. Além disso, possui pouca quantidade de glicose e maior conteúdo de maltose, o que reduz seu índice glicêmico. Não contém glúten, sendo recomendada para pessoas com doença celíaca.

Graças às suas vitaminas, tem poder antioxidante. Suas fibras e tipos de carboidratos garantem um poder de saciedade maior e uma redução na vontade de comer, até mesmo porque é preciso três vezes mais quantidade de quinoa do que de pão para se ter a mesma quantidade de carboidratos.



Berti, C et aI. In Vitro starch digestibility and in vivo glucose response of gluten-free foods and theirs gluten counterparts. Eur J Nutr, 2004. 43:198-204.
Ogungbenle, HN. Nutrition evaluation and functional properties of quinoa (Chenopodium quinoa) flour. Int J of food Sci and Nutrition, 2003. 54:153-158.
Ranilla, LG et al. Evaluation of indigenous grains from the Peruvian region for antidiabetes and antihypertension potential using in vitro methods. J Med Food, 2009. 12(4):704-713.

13 de janeiro de 2010

Ômega-3 e Omega-6




São ácidos graxos insaturados, que podem ser ômega-6 (n-6) ou ômega-3 (n-3). Ambos são essenciais, uma vez que nosso organismo não os produz e precisa deles para a sua manutenção de maneira saudável.


Os ácidos graxos n-6 estão presentes no azeite, na maioria dos óleos vegetais como: soja, milho, algodão, canola. Os n-6 são os maiores constituintes das membranas celulares.

Os ácidos graxos n-3 são o: eicosapentaenóico (EPA), docohexaenóico (DHA) e α-linolênico (ALA). Os dois primeiros são encontrados em peixes oceânicos de água fria (sardinha, salmão, atum, haddock, arenque, linguado, truta, assim como outros frutos do mar como camarão e ostra). Já o ALA é encontrado em vegetais como nozes, linhaça, óleo de soja, canola e de gérmen de trigo.

Peixes como o cação, cavala, peixe-batata, peixe-espada devem ser evitados, principalmente por grávidas e lactantes, pois apresentam grande concentração de mercúrio, segundo a Food and Drugs Administration (quem regula a venda de remédios e comida), dos Estados Unidos.

Os homens das cavernas consumiam uma dieta com quantidades iguais de n-3 e n-6, hoje em dia o consumo de é de 10 n-6 pra cada n-3. Esse desbalanço tem aumentado o número de doenças e de problemas durante e após a gravidez.

Isso porque o consumo de ácidos graxos n-3 reduz os risco de doenças do coração e das artérias. Porém, os ácidos EPA e DHA, os óleos de peixe, tem maior poder de redução de risco além de terem características antiinflamatórias. Dessa maneira a proporção adequada seria de aproximadamente 3x n-6 : 1x n-3.

Como atingir esses valores? É preciso consumir peixes de água fria de 3 a 5 vezes na semana. O melhor a ser feito é trocar a carne vermelha pelos peixes, dessa maneira você melhora a proporção n-6:n-3 e reduz o consumo de gorduras saturadas, que tem efeito oposto, aumentam doenças do coração e artérias e aumenta a resposta inflamatória.

O DHA também é importante na estrutura cerebral, como suporte para os receptores de neurotransmissores. Dessa maneira o DHA é importante para o crescimento e desenvolvimento do sistema nervoso central do feto, incluindo a retina. Tem sido sugerido que a dieta pré-natal deve incluir quantidades adequadas de DHA pré-formado, assim como a dieta da mãe que está amamentando.

Para grávidas e mulheres que estão amamentando é preciso uma maior quantidade de n-3 e pode ser necessário o uso de cápsulas de óleo de peixe ou de alimentos suplementados com n-3, nesse caso é preciso verificar de a suplementação é com DHA e não com ALA. No caso de bebês que estejam sendo amentados com mamadeira é preciso buscar fórmulas que contenham DHA.

O consumo adequado de DHA é importante para manter a saúde da função neurotransmissora do cerebro. Uma redução dessa gordura reduz a quantidade de receptores para neurotransmissores reduzindo a resposta. Isso seria uma das causas de pacientes com anorexia (pessoas que não comem) não responderem a anti-depressivos.

Óleo de peixe, juntamente com uma dieta e hábitos de vida saudáveis, pode colaborar no tratamento de ansiedade, déficit de atenção e hiperatividade, transtornos alimentares, depressão pós-parto e esquizofrenia.

LMQ

8 de janeiro de 2010

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