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13 de janeiro de 2010

Ômega-3 e Omega-6




São ácidos graxos insaturados, que podem ser ômega-6 (n-6) ou ômega-3 (n-3). Ambos são essenciais, uma vez que nosso organismo não os produz e precisa deles para a sua manutenção de maneira saudável.


Os ácidos graxos n-6 estão presentes no azeite, na maioria dos óleos vegetais como: soja, milho, algodão, canola. Os n-6 são os maiores constituintes das membranas celulares.

Os ácidos graxos n-3 são o: eicosapentaenóico (EPA), docohexaenóico (DHA) e α-linolênico (ALA). Os dois primeiros são encontrados em peixes oceânicos de água fria (sardinha, salmão, atum, haddock, arenque, linguado, truta, assim como outros frutos do mar como camarão e ostra). Já o ALA é encontrado em vegetais como nozes, linhaça, óleo de soja, canola e de gérmen de trigo.

Peixes como o cação, cavala, peixe-batata, peixe-espada devem ser evitados, principalmente por grávidas e lactantes, pois apresentam grande concentração de mercúrio, segundo a Food and Drugs Administration (quem regula a venda de remédios e comida), dos Estados Unidos.

Os homens das cavernas consumiam uma dieta com quantidades iguais de n-3 e n-6, hoje em dia o consumo de é de 10 n-6 pra cada n-3. Esse desbalanço tem aumentado o número de doenças e de problemas durante e após a gravidez.

Isso porque o consumo de ácidos graxos n-3 reduz os risco de doenças do coração e das artérias. Porém, os ácidos EPA e DHA, os óleos de peixe, tem maior poder de redução de risco além de terem características antiinflamatórias. Dessa maneira a proporção adequada seria de aproximadamente 3x n-6 : 1x n-3.

Como atingir esses valores? É preciso consumir peixes de água fria de 3 a 5 vezes na semana. O melhor a ser feito é trocar a carne vermelha pelos peixes, dessa maneira você melhora a proporção n-6:n-3 e reduz o consumo de gorduras saturadas, que tem efeito oposto, aumentam doenças do coração e artérias e aumenta a resposta inflamatória.

O DHA também é importante na estrutura cerebral, como suporte para os receptores de neurotransmissores. Dessa maneira o DHA é importante para o crescimento e desenvolvimento do sistema nervoso central do feto, incluindo a retina. Tem sido sugerido que a dieta pré-natal deve incluir quantidades adequadas de DHA pré-formado, assim como a dieta da mãe que está amamentando.

Para grávidas e mulheres que estão amamentando é preciso uma maior quantidade de n-3 e pode ser necessário o uso de cápsulas de óleo de peixe ou de alimentos suplementados com n-3, nesse caso é preciso verificar de a suplementação é com DHA e não com ALA. No caso de bebês que estejam sendo amentados com mamadeira é preciso buscar fórmulas que contenham DHA.

O consumo adequado de DHA é importante para manter a saúde da função neurotransmissora do cerebro. Uma redução dessa gordura reduz a quantidade de receptores para neurotransmissores reduzindo a resposta. Isso seria uma das causas de pacientes com anorexia (pessoas que não comem) não responderem a anti-depressivos.

Óleo de peixe, juntamente com uma dieta e hábitos de vida saudáveis, pode colaborar no tratamento de ansiedade, déficit de atenção e hiperatividade, transtornos alimentares, depressão pós-parto e esquizofrenia.

LMQ

4 de janeiro de 2010

Álcool e Saúde



O álcool é produzido pela fermentação de açúcares contidos em frutas, grãos e em caules (como na cana-de-açúcar). As bebidas alcoólicas são classificadas em: fermentadas, destiladas.
 
Uma dose de álcool é o equivalente a: 350ml de cerveja, 30ml de whiskey, 150ml de vinho.

Quem NÃO deve consumir álcool:
  • grávidas e mulheres que estejam amamentando
  • pessoas com doença de fígado (hepatopatias), pancreatites ou neuropatia avançada
  • pessoas com histórico de abuso ou dependência.
Malefícios do álcool

O consumo acima de 2 doses por dia pode ter efeito adversos aos:
  •   esqueleto, pelo próprio metabolismo do álcool e porque o alto consumo de álcool pode reduzir o consumo de vitaminas e minerais necessários para a constituição dos ossos.
  •  aumenta o risco para câncer, principalmente: boca, faringe, laringe, esôfago, pulmão, cólon, reto, fígado e mama. O risco de câncer de mama é maior em mulheres que consumem regularmente álcool, porém esse risco é reduzido se ela apresentar um consumo de folato acima de 400mg por dia.
  •  aumento de doenças no fígado. O metabolismo do álcool leva ao acúmulo de gordura nas células do fígado, danificando-as e fazendo que percam suas funções.
  • eleva a pressão arterial podendo levar a eventos cardiovasculares.

 Benefício do álcool

O consumo baixo a moderado de álcool (1 dose para mulheres e 2 doses para homens) é potencialmente saudável. Pode reduzir o risco de doença cardiovascular, principalmente em mulheres acima de 55 anos e homens acima de 45.
Ainda não é claro porque o álcool exerce esse fator de proteção. Pode estar associado à presença de polifenóis no vinho tinto e ao fato de que consumidores de vinho também consomem mais frutas e vegetais, azeite e azeitonas e queijos magros. Porém, deve ser consumido moderadamente, acompanhado de alimentos saudáveis, por adultos maiores de idade. NÃO deve ser consumido por gestantes ou mulheres que estão amamentando, e por pessoas que utilizam medicamentos.
Como o álcool aumenta a pressão arterial, se consumido em maior quantidade, perde o efeito protetor e passa a ser um agravante para problemas cardiovasculares. O álcool também aumenta os triglicerídeos circulantes e o HDL-colesterol.

Exercício

O consumo antes ou durante o exercício diminui o desempenho do atleta.
O álcool pode reduzir a liberação de glicose pelo fígado, podendo levar à hipoglicemia e fadiga precoce durante o exercício de longa duração.
Álcool não deve ser usado como repositor de líquidos após o exercício devido ao seu efeito diurético e efeito adverso nos níveis de glicose sanguínea e de glicogênio.
Alem disso, o uso continuo de álcool causa perde de nutrientes importantes, tais como: tiamina, vitamina B6, cálcio e folato.

Gravidez
O álcool causa:
  •  déficit do crescimento e de desenvolvimento tanto no feto quanto após o parto
  • anormalidades ósseas e das articulações
  • aumento das chances de aborto espontâneo
  • estudo em animais sugerem que aumenta o risco para desenvolver diabetes tipo 2 quando adulto.

 Diabetes

A ingestão moderada e juntamente com a refeição tem pequeno efeito sob os níveis de glicose. Porem deve ser considerado no plano alimentar, principalmente em pacientes com medicação.
Os diabéticos não devem consumir álcool sem comida, pois pode haver hipoglicemia induzida pelo álcool.
Além disso, é preciso manter o juízo a ponto de poder controlar sua glicemia.
Pacientes descompensados ou com controle inadequado do diabetes não devem beber.

 Gota
Pessoas que tem gota ou níveis altos de ácido úrico devem evitar o consumo de álcool, pois ele aumenta os níveis de ácido úrico circulante. Para pessoas com gota a cerveja está mais relacionada às crises do que outras bebidas alcoólicas.


Fontes:
Mahan, LK & Escott-Stump, S. Krause’s food & nutrition therapy, 12º edição, 2008.
Shils, et al. Nutrição moderna na saude e na doença. 10ºedição, 2009.