4 de janeiro de 2010

Álcool e Saúde



O álcool é produzido pela fermentação de açúcares contidos em frutas, grãos e em caules (como na cana-de-açúcar). As bebidas alcoólicas são classificadas em: fermentadas, destiladas.
 
Uma dose de álcool é o equivalente a: 350ml de cerveja, 30ml de whiskey, 150ml de vinho.

Quem NÃO deve consumir álcool:
  • grávidas e mulheres que estejam amamentando
  • pessoas com doença de fígado (hepatopatias), pancreatites ou neuropatia avançada
  • pessoas com histórico de abuso ou dependência.
Malefícios do álcool

O consumo acima de 2 doses por dia pode ter efeito adversos aos:
  •   esqueleto, pelo próprio metabolismo do álcool e porque o alto consumo de álcool pode reduzir o consumo de vitaminas e minerais necessários para a constituição dos ossos.
  •  aumenta o risco para câncer, principalmente: boca, faringe, laringe, esôfago, pulmão, cólon, reto, fígado e mama. O risco de câncer de mama é maior em mulheres que consumem regularmente álcool, porém esse risco é reduzido se ela apresentar um consumo de folato acima de 400mg por dia.
  •  aumento de doenças no fígado. O metabolismo do álcool leva ao acúmulo de gordura nas células do fígado, danificando-as e fazendo que percam suas funções.
  • eleva a pressão arterial podendo levar a eventos cardiovasculares.

 Benefício do álcool

O consumo baixo a moderado de álcool (1 dose para mulheres e 2 doses para homens) é potencialmente saudável. Pode reduzir o risco de doença cardiovascular, principalmente em mulheres acima de 55 anos e homens acima de 45.
Ainda não é claro porque o álcool exerce esse fator de proteção. Pode estar associado à presença de polifenóis no vinho tinto e ao fato de que consumidores de vinho também consomem mais frutas e vegetais, azeite e azeitonas e queijos magros. Porém, deve ser consumido moderadamente, acompanhado de alimentos saudáveis, por adultos maiores de idade. NÃO deve ser consumido por gestantes ou mulheres que estão amamentando, e por pessoas que utilizam medicamentos.
Como o álcool aumenta a pressão arterial, se consumido em maior quantidade, perde o efeito protetor e passa a ser um agravante para problemas cardiovasculares. O álcool também aumenta os triglicerídeos circulantes e o HDL-colesterol.

Exercício

O consumo antes ou durante o exercício diminui o desempenho do atleta.
O álcool pode reduzir a liberação de glicose pelo fígado, podendo levar à hipoglicemia e fadiga precoce durante o exercício de longa duração.
Álcool não deve ser usado como repositor de líquidos após o exercício devido ao seu efeito diurético e efeito adverso nos níveis de glicose sanguínea e de glicogênio.
Alem disso, o uso continuo de álcool causa perde de nutrientes importantes, tais como: tiamina, vitamina B6, cálcio e folato.

Gravidez
O álcool causa:
  •  déficit do crescimento e de desenvolvimento tanto no feto quanto após o parto
  • anormalidades ósseas e das articulações
  • aumento das chances de aborto espontâneo
  • estudo em animais sugerem que aumenta o risco para desenvolver diabetes tipo 2 quando adulto.

 Diabetes

A ingestão moderada e juntamente com a refeição tem pequeno efeito sob os níveis de glicose. Porem deve ser considerado no plano alimentar, principalmente em pacientes com medicação.
Os diabéticos não devem consumir álcool sem comida, pois pode haver hipoglicemia induzida pelo álcool.
Além disso, é preciso manter o juízo a ponto de poder controlar sua glicemia.
Pacientes descompensados ou com controle inadequado do diabetes não devem beber.

 Gota
Pessoas que tem gota ou níveis altos de ácido úrico devem evitar o consumo de álcool, pois ele aumenta os níveis de ácido úrico circulante. Para pessoas com gota a cerveja está mais relacionada às crises do que outras bebidas alcoólicas.


Fontes:
Mahan, LK & Escott-Stump, S. Krause’s food & nutrition therapy, 12º edição, 2008.
Shils, et al. Nutrição moderna na saude e na doença. 10ºedição, 2009.

27 de novembro de 2009

Alimentação X Fotos

  No Fantástico apareceu uma reportagem sobre as pessoas que acompanham sua alimentação tirando fotos de tudo o que comem (http://www.youtube.com/watch?v=vj7J1eC7Qno)
  Esse tipo de atitude é interessante para você perceber que tipos de alimento você está comendo, em que quantidade, se tem comido alimentos diferentes ou sempre as mesmas coisas, enfim, poder tomar conciência de como você come para ver o que pode ser mudado.
  Esse tipo de acompanhamento também pode ser feito com um diário alimentar no qual você escreve o que come e em que quantidade, pode também escrever seus sentimentos e sensações no momento em que comia, pois como todo mundo sabe a gente não come apenas para se manter vivo e porque estamos com fome, mas também por prazer, por ansiedade, por triosteza, por alegria... enfim, por muitos motivos. E ao anotar seu estado de espírito você começa a tomar consciência do porquê você come e porque escolhe determinado alimento e apartir daí tentar trocar o alimento por alguma outra atividade.
  Comece a anotar e me conte...
LMQ

25 de novembro de 2009

A Indústria de Alimentos está Brincando com Nossas Crianças?




A indústria de alimentos está brincando com nossas crianças? Pode apostar nisso. É o que afirma a Dr.Patrícia R. Salber, Chefe do departamento médico, PEERtrainer, Inc. A indústria de alimentos encontrou uma nova forma barata e eficiente de propaganda para crianças, elas inseriram em seus sites jogos, que são uma mistura de entretenimento e marketing.
Esses jogos são muito encontrados para promover o consumo de comidas de alta energia, tais como: cereais adoçados (tipo sucrilhos), balas, salgadinhos, etc. O que colabora ainda mais com o problema já existente de obesidade infantil. Uma vez que esses alimentos apresentam alto valor energético e baixo valor nutricional.

Embora saibamos que os pais sejam os responsáveis pela compra desses produtos, também sabemos que é difícil resistir à pressão feita pelas crianças ao pedirem certos produtos. Muitas delas insistem o quanto for necessário até obterem o que querem. É necessário então que haja não só um acompanhamento das crianças, mas também de seus pais, mostrando os benefícios de uma alimentação saudável, não só para que eles resistam melhor aos apelos infantis, mas para que tenham como argumentar com suas crianças.

A indústria de alimentos tem gasto milhões de dólares com essa nova forma de propaganda, simplesmente porque ela funciona. Esses sites tiveram 12,2 milhões de acessos em 3 meses, por crianças com idades entre 2 a 11 anos. Além do problema de incentivar o consumo desses alimentos esses jogos prendem as crianças mais tempo em frente ao computador, assim é um duplo problema na questão de sobrepeso e obesidade infantis, pois gera um aumento no consumo calórico e uma redução do gasto energético.

Os profissionais de saúde precisam tomar seu lugar nessa luta, exigindo que os programas de promoção de saúde tenham o mesmo espaço e as mesmas armas para promover o consumo de alimentos saudáveis, capazes de manter o peso normal, trazendo benefícios à saúde.

Artigo adaptado de:

Salber, Patrícia R. Is the industry playing games with our children? In: http://www.medscape.com/viewarticle/547523, nov-2006.

24 de novembro de 2009

Sal x Crianças



Redução da Pressão Sanguínea em Crianças por Redução do Sal na Alimentação.



Resultado de estudo, publicado em Novembro de 2006, no periódico Hypertension, sugere que uma pequena redução no consumo de sal abaixa a pressão sanguínea em crianças, podendo colaborar com a redução da taxa de doenças cardiovasculares na fase adulta.

“A pressão sanguínea elevada é a maior causa de doenças cardiovasculares, 62% dos infartos e 49% das doenças coronária,” dizem os Drs. Feng J. He e Graham A. MacGregor, da Universidade St. George de Londres.

“Uma análise sistemática da saúde da população mostra que a pressão alta é a maior causa de morte no mundo e o segundo maior problema de doenças em crianças com baixo peso”.

Em experimento realizado com testes controlados, os pesquisadores examinaram o efeito da redução de sal na dieta de jovens com idade abaixo de 18 anos, reduzindo o consumo de sal por 2 semanas. Um modelo foi usado para calcular o efeito da redução.

Dez grupos de crianças e adolescentes foram incluidos na análise. Os 966 indivíduos tinham em média 13 anos e reduziram o consumo de sal por 4 semanas. A média de redução de sal foi de 42%. lsso causou uma redução significante tanto na pressão sistólica (-1.17mmHg) quanto na diastólica (-1.29 mmHg).

Além disso incluiu-se na análise 3 grupos com 551 crianças, que reduziram sal por 20 semanas. O consumo de sal reduziu-se em média 54%. A pressão sistólica reduziu-se significantemente (-2,47mmHg).

“Uma pequena redução na ingestão de sal causou uma queda imediata na pressão arterial em crianças e, se continuada, pode reduzir o aumento da pressão arterial que acontece concomitante à idade. Além de prevenir o desenvolvimento de hipertensão, reduz as doenças cardiovasculares.”

A alimentação de crianças composta por salgadinhos, comidas enlatadas e industrializadas em geral, apresenta grande quantidade de sal. Há, então, a necessidade de se controlar a ingestão de sal a partir da infância, para a prevenção de hipertensão e doenças coronarianas. Assim, é preciso que a indústria alimentícia, também cumpra seu papel, reduzindo a utilização de sal em seus produtos, e que os pais controlem a alimentação dos filhos.

Artigo da Reuters Health, 09/11/2006 sobre editorial da revista Hypertension 2006;48:861-869.

LMQ

23 de novembro de 2009

Teste sua alimentação

  É só entrar no site, responder as perguntas e ver como anda sua alimentação!!
http://nutricao.saude.gov.br/teste_alimentacao.php